Projeções de Mercator e Peters
Em um primeiro momento, você pode estranhar o mapa-múndi exposto, que dá a impressão de estar “invertido” e “distorcido”. Isso ocorre, uma vez que estamos acostumados a ver os mapas “normais” tendo como base a, com o hemisfério norte acima do sul, e, em geral, com as areas do hemisfério norte desproporcionalmente maiores.
Como o nosso planeta é esférico (ou um geóide), há a possibilidade de representá-lo tendo qualquer parte dele como central. As diferentes representações cartográficas, ou as suas escolhas, não são, simplesmente, científicas mas, também, políticas ou geopolíticas. Desse modo, todo mapa tem uma perspectiva de mundo e um teor político-ideológico.
Projeção de Mercator
Aqui, na visão de Mercator, os meridianos e os paralelos são linhas retas que se cruzam em ângulos retos.
Manteve as características dos continentes, mas desrespeitou as proporções reais.
Nela, os polos aparecem muito maiores do que deveriam, há, aí, uma distorção ideológica.
Evidencia as desigualdades sociais e econômicas, pois aumenta de forma não equânime, e aumenta mais do que seria o correto o Hemisfério Norte.
Muito bom para a navegação.
Excelente nos ângulos e nas formas.
AEuropa, nesse caso, é o centro do mapa. .
Projeção de Peters
Alterou as formas, mas manteve fiéis as proporções dos continentes.
Apesar de alterar a forma original dos continentes, esta projeção mantém a sua área proporcional mais perto do tamanho original.
Fica em evidência o continente Africano na parte central do mapa.
Propostas de Peters: Dar ênfase ao mundo subdesenvolvido, exbidindo, de forma fiel, a sua área real.
Lembre-se: “sempre existe, por detrás de cada mapa, um viés Político-Ideológico”.